
Percorro o caminho que ora se abre, Buscando encontrar a mão sincera, o abraço amigo. Desejo, verdadeiramente, que a ocorrência dos sonhos Nos propicie de modo honesto um futuro abrasador. Espero que o meu grito se una a outros gritos E que, numa forma simpática de protesto, Cultivem flores no séquido jardim da indiferença. Se necessário for, que eu morra tantas vezes, Apenas para ver nascer com minha morte A panfletagem libertária do amor... Pois é por isso que estamos aqui: Para o abraço no desabraço, Para a acolhida no espantamento, Por mim e por você..
Escrito por Luciano às 03:34:23
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Houve um tempo em que os meus gritos desesperados, Carregados de intenções honestas e de justiça, Calavam não somente o mundo mas, sobretudo, a mim mesmo.
Já não trago comigo esse bardo assoberbado,
Mas tenho a nítida desconfiança de que os dias mais proveitosos São aqueles em que os meus sussurros, esses sim, Encontram-se engajados em sonhos cada vez mais reais.
Acima de tudo, entendi que verdadeiramente sou uma tarde tranquila, Que à espera de emoções desconhecidas, Se prepara para receber, serenamente, a criança que comigo vem brincar.
Escrito por Luciano às 00:56:47
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Dá-me o tempo de dizer "te amo" Na iminência de escutar "até nunca". Dá-me estas tuas mãos furtivas Que se mostram brandas, Que se movem fracas, Que esperam a presença do querer. Mostre-me o tempo de amar sem proporções, De odiar sem condições, De querer, só por querer. Dá me essa idéia fixa De que o amor é uma passagem indelével Permitida apenas aos que Amam só por amar..
Escrito por Luciano às 01:28:18
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Te amo, mas já não sei se te amo: te quero. Te quero na essência da palavra, Te quero na presença do espírito, Te quero rompendo meu silêncio sepulcral.
Te quero de volta, toda acuada, Querendo em mim um ombro a se esgueirar.
Te quero por mim e por você.
Pelo “querer-te” que em mim habita; Pelo “partir-se” que a mim me deixa...
Escrito por Luciano às 01:35:28
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S H O W T I M E 
Ele é apenas um menino. Que enxerga as ondas que vem, Que pressente o amor que se esvai. Volta quando deve partir, Regressa quando deve se afastar... Esse menino, cujas asas de sonho e de luz Iluminam o espaço reservado à solidão, Busca a fé, perde sua alma, Sobrevive, enfim. Esse garoto, de cores empalidecidas, De gostos amaro-contritos, De vozes caladas e amores malditos, Verte-se em amor de compaixão. Assiste a tudo e morre por nada, Ama, contudo, a mulher talhada De encanto e de luz... Ele é apenas um menino. E o tempo, ah, o tempo, É o Senhor de todas as provas Cativo de todos aguardos... (o tempo de te amar jamais tem fim).
Escrito por Luciano às 01:00:04
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Te odeio. Odeio porque amas O que há de mais fraco em mim. Te odeio por me amar pela metade, Te odeio por te querer por inteiro. Odeio a mais vaga lembrança de tua existência, Odeio o vestígio mais sutil de tua presença, Odeio em mim o que em você não existe mais: Um amor sem tamanho, uma entrega sem medida, Uma voz que grita e que nunca foi ouvida. Te odeio porque te amo; me amas porque sabes que minto.
Escrito por Luciano às 03:06:21
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Se eu me calar no mais involucrado silêncio, Me leve nos braços, me guarde no peito, Me encerre em seu jeito compassivo de olhar. E se eu te gritar e não houver jeito, Me pegue de pronto, me poupe o respeito, e então venha me amar.
Mas se, porventura, eu escolher o abandono, E se lá, bem distante, eu me apascentar, Irei me lembrar dos teus loucos carinhos, Me deixe sozinho: eu não vou mais voltar...
Escrito por Luciano às 02:37:25
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"NEBULOSA CORAÇÃO" 
Até logo, pois o amor é pra daqui a pouco.. Não é pra quem se lança ao espaço, Buscando mistérios de corpos que se unem em silêncio Em busca de mais amor. Nem é para os que tão logo enxergam um adeus anunciado, Que convivem com a insistência de uma ausência... É um "até logo", daqueles que damos pra sempre, Que nos fazem chorar bem quietos, que nos mantem dispersos, Que quando acordamos, nos pousam no colo o baque do adeus.
Amor é pra quem não tem o coração safenado, Ou pra quem jamais sentiu a carne traspassada pela dor. É pra quem se desprende de si mesmo, E mesmo sem carinho próprio, Prefere morrer, que acordar sem jamais ter sentido, Sem jamais ter sentido, Sem jamais ter sentido... AMOR. ***Foto da "Nebulosa Coração, a 200 anos-luz de nós"
Escrito por Luciano às 01:40:57
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Todos meus planos, sem nenhuma demora, Se perderam no tempo em que te vi outra vez. E me odeio, e te amo, e tantas vezes e agora, Porque nunca esqueci quem sempre esperei.
Você chega e agora esparrama meu espaço, Fragmenta meus pactos de silêncio e de dor. E o que sobra pra mim? E o que resta de mim?
Quem vai te puxar pra realidade E vai te mostrar como se ama então? Quem vai sussurrar mentiras, verdades, Quem vai te ganhar, perdendo a razão?
Pensamentos meus, que encontram os seus na longa estrada. Pensamentos seus, vem de encontro aos meus, desfazem meus planos e mais nada...
Escrito por Luciano às 01:53:33
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Vez em quando corro lá fora pra pegar um céu fabuloso. Vejo estrelas e silêncio, vejo amor e imensidão, Vejo meu corpo repleto de você. Vejo luzes que não se apagam, Noites que se deflagram em pura presença do querer. Vejo o amor bater à porta dos incompreendidos, Querendo entrar, querendo ver, tentando ser... Vejo esse amor, por ti, guardado, E tantos suspiros solitários... Mas também vejo a vida, esse mistério, Que me sustenta na presença, Que me ampara na incerteza, Que não me abandona no findar de tudo. E o amor, essa figura, que não se completa nem se repara, Que jamais se destrói ou se regenera, Que nunca se entrega à aresta do querer. O amor, para ser amor, basta ser você.
Escrito por Luciano às 00:28:56
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Não queria que visse a minha chaga, Nem os momentos de suplício, ou os instantes de abandono. Queria que visse somente meu olhar firme, tocando o horizonte, E que entendesse os suspiros que lanço em silêncio, desejosos de você. Queria que enxergasse a mão leve, que enleva o carinho, E o sorriso, que todas as coisas compreende. (Queria que ouvisse minha voz que assopra: como vai você?...). No entanto, é assim, Uma ausência exagerada, uma palavra nunca bem dita, Uma carência que aguarda colo pra respousar. Assim permaneço afastado. Nos dias de abandonos constantes, Nas tardes de silêncios gritantes, Nas noites que me traem, me entregando a você... Absorvo o amor do mundo, Me distanciando de um caminho que jamais vê o amanhecer...
Escrito por Luciano às 04:38:02
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Coming back to the stars (ou ao começo) 
Diga, me diga o tanto que queria ter dito e não disse, me diga coisas que queria ter feito e não fez. Me diga sobre o tanto que quis me amar e não me amou...
Quantos gritos não soltou, quantas chances de, em meus ouvidos, sussurrar desperdiçou?
Quantas vezes pudemos abraçar o mundo de mãos dadas, mas o orgulho não te deixou?
Sim, se agora estamos distantes de tudo que nos uniu é porque dentro de nós algo se quebrou.
Se nego que te amo, é porque te amo; Se me encerro em silêncio é porque há muito já parti.
Escrito por Luciano às 03:23:30
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Nunca sumi.. O que acontece é que fico num silêncio profundo, que nem mesmo o maior amor cabe em mim. Não cabem palavras, não se escondem silêncios, não se refugiam partes de nós que vêm e que vão sem explicação. O que surge, de fato, é a tentaiva de te amar loucamente que, embora desgastada, permanece tão viva, tão pura, tão presente. É você, que nasce em mim todos os dias; sou eu, que morro de dor todas as tardes; somos nós, seres que fulguram de amor nas noites que se esvaem. Você me provoca coisas que nem mesmo sei dizer...
Escrito por Luciano às 01:25:04
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Fica a sobra do tempo imensurável, do sentimento incorrigível, do silêncio comedido;
Ficam as palavras engasgadas na alma e a estática ação de simplesmente amar.
Permanece o eco dos sonhos, as vozes que não acalentam,
As mãos que até há pouco abraçavam e que agora se perdem na vastidão de um triste desamor.
Pouso à sombra que se dissipa, afago abraços que se desmancham,
Reecontro e perco mil vezes o sentido do querer.
Mas se me perco, é porque te encontro; mas se me esqueço, é porque ainda te guardo.
Guardo como a fina lembrança de tudo que não fomos,
De tudo que seríamos à luz de tantos "aconteceres".
Difícil é ter respostas para alguém que não quer mais perguntar...
Escrito por Luciano às 00:33:18
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Sabemos... Sabemos, pois sim, que nem sempre alcançamos a mulher amada, que nem sempre corremos o melhor caminho,
Que nem sempre recebemos o melhor carinho de quem, há muito, deveríamos esquecer....
Sabemos... Com a convicção de quem quase tudo desconhece, de quem sequer se reconhece nas mesmices ensimesmadas do amor.
Sabemos... Mas nunca, de fato, conhecemos aqueles que, a nós, nos abdicaram um sorriso,
Um abraço singelo e não dado - jamais visto - carregado de emoções fincadas na garganta e que não tiveram a chance de evolar...
Ah sim, sabemos... Mas quase nada entendemos, de fato... Nem mesmo um momento importuno, daqueles em que a voz, de falsete, se perde frente ao adeus...
Mas fica a prece, subterfúgio que nada resolve, que não se redime, que não abençoa.
Permanece somente o espectro de quem se foi e que jamais ousaremos rever...
Resta-me, apenas, viver....
"Nem sequer nos conhecemos pelo lado mais fraco do corpo..."
(Álvaro Pacheco - poeta piauiense)
Escrito por Luciano às 02:44:48
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Meu
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BRASIL, Centro-Oeste, CAMPO GRANDE, CENTRO, Homem, de 26 a 35 anos, English, French, Cinema e vídeo, Música MSN - lucianodeaguiar@hotmail.com
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BREVE RESUMO
LUCIANO VIEIRA - Escritor, Jornalista, Produtor Cultural.
Produzindo textos desde 1994, possui há 3 anos o blog PAPIROS. Escreve também para os sites literários "BALELA" e "VER O POEMA".
BLOG DO GALVÃO
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