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PAPIROS DE ALEXANDRIA - UOL Blog --

Quão insensíveis são tuas mãos, de dedos finos, de leves insultos.

Quantas vezes as imaginei fracas, astutas...

Mãos que sabiam do exato caminho da redenção de minha vida,

Mas que a mim legavam somente a indiferença comedida...

Mãos que se puseram em adeus quando eu recém aportava em seu coração...

Que apartavam meus sonhos, que aproximavam meus medos,

Que jamais se comprometeram com qualquer desejo meu de querer, só por querer..



Escrito por Luciano às 03:35:45
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Moça querida, dos sonhos meus,
Testemunha evidente do amor que se deu.
Dos simples instantes, da dor que restou,
Moça querida, onde, enfim, me guardou?

Seus beijos silentes, como marés mansas,
Sossegavam minha vida no barco da paz.
Luz dos meus dias, meu farol, meu guia,
Me puseste à deriva, pois voltas jamais.

Moça querida, desta e de outras vidas,
Me deixaste a lembrança do sorriso teu.
E como castigo, um amor sem esperança,
Tão cheio de ausência, tão cheio de adeus.



Escrito por Luciano às 13:06:55
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Qual é o tempo de sorrir um tanto, de chacotear o pranto,

De zombar de si mesmo e, ao mesmo tempo que não te vejo,

É o mesmo tempo de te querer tanto?

Qual a gota inexplicada de saudade, precisada de presente,

Incompleta de espírito, repleta de estrelas que brilham

Num céu de sentimentos obscuros?

Que desgraça é essa que se personifica em lágrima, que se sublima em tempo,

Que se perde por fora e por dentro?

Por que o amor, para que seja o amor, não se deve guardar aqui dentro?



Escrito por Luciano às 07:17:49
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Oh, minha querida, quais sonhos são teus?

Quais alegrias, quem as prometeu?

Quantas mentiras lhe disseram sem brio

Quase sem dores pra quem nunca ouviu?

De quantas verdades você necessita,

Pra que em teus braços a paz tão maldita,

Chegue e a afaste dos longos meus?



Escrito por Luciano às 07:17:12
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Amor..

Feito de terrenos sujos, de promessas baldias.

Da liga que são feitos os sonhos irrecuperáveis.

Nascido da cal do desespero, da argamassa que me uniu ao seu corpo.

Do arame que me cortou todo de você.

Amor,

Do concreto armado e amado,

Das mãos que medem a desconconstrução do carinho

Que, à laje das promessas irrealizáveis,

Não se sustenta, ruindo até desabar.



Escrito por Luciano às 07:16:10
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Preciso que a noite me esconda da alvorada,

Para que me embale em desejoso adormecer.

Preciso dessa noite ressonada, que traduz os meus gritos, que sufoca meus urros,

Que junto a mim se compadece, transformando meu dia em momento propício à auto-deserção.

Preciso do instante dormente para que este peito bata somente o instante de se completar um ciclo de ilusão.

Estou cansado. Gasto de alma, diminuto em presença.

E deste corpo, que há muito se espera uma entrega espantosa, nada mais pode doar senão olhos baldios.

Que em face de um amanhecer sepulcral, se preparam, outra uma vez, para morrer.



Escrito por Luciano às 06:37:53
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VOCÊ VIVER MAIS

Tempo de encontros e desencontros, de obstáculos julgados intransponíveis.

Tempo de dizer mais.. De nada dizer.

Das milhares de conclusões precipitadas, das incontáveis dúvidas duradouras,

Das antíteses de sentimento que neblinaram o pensamento racional.

Instante em que a velha paixão se mostrava reiterada

 

Por alguém que ainda está lá fora; que jamais saiu daqui, de dentro..



Escrito por Luciano às 02:13:50
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SALVATION, SALVATION

Quantas vezes aqui ela me buscou? E quantas vezes, dela, nutri-me em solidão?

Quantos gritos emudecidos dei para ser ouvido, quantos silêncios proferi para ser esquecido?

E a vida, essa eterna plataforma que observa chegadas e partidas, conglomerado de pessoas que vão e vêm e que não sabemos quem são.

Que abraçamos, que odiamos, que não sequer soubemos o nome, que não nos deixaram conhecê-las pelos lados mais frágeis dos corpos, vagos, nus..

Seres que trazem consigo a essência da saudade, a esperança dos aflitos, a certeza dos convecidos de alma e de amor.

Sim, estamos à deriva. Mas nunca estivemos tão seguros....



Escrito por Luciano às 03:43:06
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ESTÁTICO

E no fim, tudo se encaixa. Adicionamos a medida exata daquilo que não muda,

Conservamos as porções daquilo que não se retira, produzimos um resultado que nunca se altera:

Meu corpo, que se esquiva de outro corpo, por não saber escapar de certos olhos que nunca se cansam de me fitar...



Escrito por Luciano às 01:43:11
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REISADO *

Reinar nos momentos mais turvos, dos instantes laterais, dos sentimentos secundários.

Ter em si o poder de permitir o paralelismo de tudo, das segundas chances, das novas possibilidades de perder-se em tudo, outra vez.

E com a astúcia de um bom soberano, compreender o joio que se esvai do trigo, o dia que se dissipa da noite, o meu amor que me separa de você...

** Foto retirada do blog 'Bonecos e Tintas'

http://bonecosetintas.blogspot.com

 

 



Escrito por Luciano às 03:48:08
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OBSERVATÓRIO

É no momento em que me amas que os corpos celestes atravessam o espaço numa velocidade descomunal.

Nesse instante em que o verbo se descamba apreensivo, em que os relógios correm se esquivando de refutações.

Um período em que tudo me corrói por dentro, em que tudo me bole por fora..

À hora em que todos os sentimentos se refugam e transfiguram-se em um só. 



Escrito por Luciano às 01:35:32
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Meu perfil
BRASIL, Centro-Oeste, CAMPO GRANDE, CENTRO, Homem, de 26 a 35 anos, English, French, Cinema e vídeo, Música
MSN - lucianodeaguiar@hotmail.com



BREVE RESUMO 

LUCIANO VIEIRA - Escritor, Mestre em Literatura e Estudos Culturais, Especialista em Ciências da Linguagem/Estudos Literários. Jornalista e Produtor Cultural. Produzindo textos desde 1994, há 9 anos possui o "PAPIROS".

 

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