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PAPIROS DE ALEXANDRIA - UOL Blog --

OLHAI OS CICLOS DO CAMPO

Tenho um campo inteiro para deixar crescer o fruto de minha vida.  Estou na melhor estação, produzo a melhor semente, vou aos poucos me unindo à terra como se dela pudesse tirar minhas próprias raízes de decisão. Desenvolvidas, rígidas, fincadas ao chão.
Mas acho que sou uma planta aérea, daquelas que vão se entrelaçando em outras plantas, das que vão assistindo de perto o desenvolvimento de outras vidas. Acho que não estou suficientemente pronto a dar a sombra ao chão, a ceder folhas ao céu. De todo ciclo que se renova, eu sou mais um a sentir pelas ranhuras da folha o filete doído do inverno, a gélida camada de ar que sobre mim habita, os insetos, as borboletas, a escuridão.
Sim, esse ciclo da vida se reinicia, minha cara lagarta, mas eu não estou certo se o acompanho como deveria. Eu devia sim estar preparado para enfrentar as pragas, os inseticidas, a mão pesada do predador. Dizem que boa parte da natureza é simbiótica, mas onde é que estavam mesmo os meus óculos?
Moinhos de vento, carrosséis, rodas gigantes... Esses sim são ciclos constantes e determinados que não irão me comprimir quando eu estiver desprotegido.



Escrito por Luciano às 01:43:38
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DEUS COM "MANIA DE GRANDEZA"

No princípio não havia nada. Só se ouvia a música.

No primeiro dia, Ele fez o sol. Dói nos olhos.
No segundo dia, fez a água. É molhada. Molha os pés de quem pisa nela. Depois fez o vento. Faz cócegas.
No terceiro dia, fez a grama. Quando a cortamos, grita. Sente dor. É preciso consolá-la, falando mansinho. Se tocamos uma árvore, viramos uma árvore.
No quarto dia, fez as borboletas. Borboletas são flores que aprendem a voar.
No quinto dia, fez os aviões. Quando não embarcamos, podemos vê-los passar.
No sexto dia, fez as pessoas. Os homens, as mulheres e as crianças. Prefiro mulheres e crianças. Não espetam quando beijadas.
No sétimo dia, para descansar, fez as nuvens. Se as olhamos muito tempo, vemos todas as histórias. Então, Ele se perguntou se não faltava nada....

Foi aí então que, no oitavo dia, Ele fez você. E viu que foi muito bom o que havia acabado de criar.

 

 Tomando emprestado do Sr. Jaco Van Dormael, e o parafraseando...



Escrito por Luciano às 00:31:23
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"A GAROTA E O ATIRADOR DE FACAS"

Era então um atirador de facas, meio sem sorte que, dirigindo-se até à ponte, resolveu se jogar.
Só que chegando encontrou uma mulher que, desiludida, também queria saltar...
De um "nada restado" haveria, talvez, mais um punhado de tacadas a dar.
Levou-a embora e correu pelo mundo e junto com ela - em circos, navios - voltou a atuar.
De olhos vendados, jogava suas facas, jogava suas facas, jogava suas facas....
Mas ele sabia que se, talvez "nalgum" dia, chegasse a errar,
Nem a faca podia - da moça que ria - a dor lhe tirar.

(nenhuma dor que já não fosse conhecida)

E por um bom tempo ELE a observou de longe, ELA o observou de perto,
ELE tentou entendê-la, ELA tentou lhe explicar. E ELES se deram em adeus.
Continuou falando com ela, continuou sonhando com ela.
Sozinho continuou, continuou, continuou....
Voltou até à ponte, e num gesto fatídico, resolveu professar:
"Hoje fui o primeiro a chegar".
Num assaz movimento, de força e vontade, de dor de passagem,
soltou suas mãos do cimentado pilar.
E antes que seu corpo encontrasse o seu fim, voltou-se para trás.
Logo entendeu, que de tantos caminhos, já não estava sozinho:
Era ela quem vinha, dessa vez, lhe salvar.
 

Caramba, "trabalhar" essas fotos foi dose!!!


Escrito por Luciano às 11:49:31
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A r m a d u r a   d o   A m o r

Cantava o amor, mas nada sabia sobre o amor. Nada que pudesse encontrar em bulas médicas ou em tábuas de salvação. Nula qualquer tentativa que viesse a corromper o tédio, a sanar as dúvidas, a depositar o óbolo nos olhos de quem vive o descanso do espírito. Nenhum perigo que retirasse de sua cabeça o elmo, sua espada, ou seus dardos infalíveis. Não, o amor continuava sendo para ele impreciso, sem respostas. Apenas sentimentos subentendidos. Pairava sobre as águas de sua vida o gosto da boca que beijou, o sorriso presenciado de alegria, o muro da vida que escolheu pular.

Não, que não seja rompido agora o silêncio, que não seja rasgada a veste da mulher amada, em busca do corpo desejado, vivido, relembrado. Que não se esqueçam os desamparos da saudade, que não se esgotem as palavras assimétricas, loucas, sem sentido. Que não se corroa esperando o cumprimento do amor, nem que a cúpula de anjos o abracem e venham lhe salvar da plena solidão. Não há desculpas a serem dadas, não há um só ato de fuga em relação a qualquer dor. Não se espera nada do que não se possa esperar.

E que em mim, no abrir de minha boca, no professar de minhas palavras, no escancarar de meu coração, eu possa entender, somente, o vão momento que me separa de você.

(E que eu não deixe nunca de fazer textos em 5 minutos...)

CG, abr 06



Escrito por Luciano às 20:50:54
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UMA ÓTIMA SEMANA SANTA A TODOS!!

QUE NESTA PÁSCOA POSSAMOS TODOS RENOVAR

NOSSA FÉ, NOSSAS ESPERANÇAS E ACREDITAR QUE

NÃO HÁ DIFICULDADES EM NOSSAS VIDAS

QUANDO DEUS ESTÁ PRESENTE!



Escrito por Luciano às 09:51:33
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R e n d i ç ã o

Eu só quero contar pra você,

eu só quero falar pra você saber.

Agora eu posso lhe trazer até mim, pois quando você dá a impressão

de que não vai se afastar, é um bom sinal de que ouviu e rendeu-se ao seu coração.

Você nunca foi beijada como deveria,

Você nunca é beijada.

Agora eu acho que sei o quanto significo pra você. Você chega desarmada, e antes

que eu compreenda a grandeza desse momento,

eu percebo você esquivando seu olhar...

Tentando me evitar o quanto pode. O tanto quanto supõe conseguir.



Escrito por Luciano às 01:01:06
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EU MESMO, EM 1ª PESSOA

Era preciso começar o quanto antes a aceitar as minhas verdades. Perceber os aspectos da minha vida que descreviam sucessos, quedas e decepções. Fazer um "mix" de todos estes anos que vivi até então, e observar quais seriam os resultados.
Considerar o "eu criança", da época da simplicidade - em que eu vivia apenas o essencial; o "eu adolescente", das decisões rápidas, das transformações do corpo e do espírito, porque "adolescer é sinônimo de sentir a dor do crescimento"; o "eu jovem", das verdades absolutas, que definem o meu posicionamento perante à vida e a forma como critico a realidade. O "eu" que acha erros no capitalismo, que chegou a sonhar com o socialismo e até com o comunismo, sendo que talvez a grande solução de todos os problemas estivesse num meio-termo entre os três. Que bela época da vida, em que o amor está presente, independentemente da forma que se apresenta. Um amor filial, um amor de irmandade, gratuito e até mesmo um amor duradouro... Contudo, um tempo para eu me preparar para o "eu mais velho", compreender e lidar desde já com os resultados inesperados. De qualquer maneira estou aqui, aos poucos me inserindo neste mundo, abrindo espaços para as minhas idéias e verdades.
Passei a escrever mais e descrevendo a minha noção de realidade, percebi que mais pessoas do que supunha acabaram abraçando a minha causa. As minhas inquietações eram, na verdade, as de muitos. Com a mesma proporção fui combatido, fui criticado, definido, limitado e resumido. Porém, todas essas opiniões foram importantes para que eu pudesse "construir o meu pensamento".
A grande sacada da vida é a "coragem de alimentar o coração com valores perenes", pois tudo o que fazemos é a "externalização daquilo que gestamos no coração".
E diante de todos esses "eus" que ia reencontrando pelo caminho, entendi que até mesmo quando se descobre quais são as suas verdades, é preciso um pouco mais de fôlego para poder colocá-las em prática. "Tocando a vida" em busca não só desses sonhos, mas de suas plenas realizações.

Ao padre Léo. Que, tardiamente, eu não tenha descoberto o valor que você tem pra mim.
Todo grande homem, um dia, nasceu pequeno...



Escrito por Luciano às 10:01:19
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Estando (e não estando aqui) fico a observar a chuva pela  ' finestra di fronte '.

Aos poucos percebo que hoje é um dia arriscado para escrever qualquer suposição.

Uma tentativa perigosa que certamente me carregaria da indiferença à inquietude, em segundos.

Resta-me, portanto, deixar que pensamentos breves e quebradiços tomem boa parte das minhas horas.

E tão logo eu me levante da cadeira, já terei voltado seguro (mil vezes) dos lugares em que corri a te buscar.



Escrito por Luciano às 16:44:58
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Meu perfil
BRASIL, Centro-Oeste, CAMPO GRANDE, CENTRO, Homem, de 26 a 35 anos, English, French, Cinema e vídeo, Música
MSN - lucianodeaguiar@hotmail.com



BREVE RESUMO 

LUCIANO VIEIRA - Escritor, Mestre em Literatura e Estudos Culturais, Especialista em Ciências da Linguagem/Estudos Literários. Jornalista e Produtor Cultural. Produzindo textos desde 1994, há 9 anos possui o "PAPIROS".

 

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